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Podemos dizer que o universo cinematográfico da Marvel é um sinônimo de sucesso?


Capitão América3: Guerra Civil. Os números falam por si, 44 milhões de reais no primeiro final de semana da estreia. 1,1 bilhhão de doláres em cerca de um mês de exibição nos cinemas mundiais.

Não é apenas um fenômeno de bilheteria, mas um fenômeno de competência, e nesse caso, com todos os méritos. Todos os personagens, enredo, trama e ação foram bem aproveitados durante as duas horas e vinte e sete minutos de ação orquestrada pela dupla dos irmãos Anthony e Joe Russo.

Inspirado no Evento Marvel de grande sucesso de 2000, os acontecimentos mudaram radicalmente o universo Marvel. A adaptação produzida em cima de muitas limitações e restrições devido a ausência de personagens importantes e indispensáveis para a trama fizeram com que a Marvel utilizasse apenas a essência principal da Guerra Civil, os conflitos e divergências e a conclusão.

As divergências entre Capitão América e o Homem de ferro, a muito caminhavam para um confronto direto, e o desfecho simbólico que daria a vitória aos ideais de liberdade, amizade e moralidade. As cenas de ação e luta retirada diretamente das páginas de quadrinhos foram dirigidas com fidelidade impecável, explorando ao máximo as habilidades e poderes de cada personagem. Para que vocês entendam a conclusão dos confrontos vamos apresentar aqui os recursos defensivos e ofensivos de cada personagem, como é de fato nos quadrinhos e como foram apresentados no filme.

1- Capitão América O super-soldado detém o título por ser uma máquina estratégica de combate. Nascido e criado no bairro violento do Brooklyn ele literalmente aprendeu a apanhar, e muito tempo, apenas depois de ingressar no serviço militar aprendeu a bater forte, rápido e nos lugares certos.

Durante uma luta que teve com o Homem Aranha (muito mais forte que ele), o garoto aracnídeo comenta, após receber uma sequência de golpes, que ele mal conseguia ficar em pé enquanto o Capitão nem tinha começado a suar. Ele é

literalmente uma "máquina de bater" treinado em inúmeras técnicas de combate e defesa, impulsionado por uma inabalável convicção e determinação. Ao longo dos anos a própria Marvel tropeçou várias vezes na incoerência de tentar limiar a força do personagem até admitir que o "super" não cabe no nível médio humano e criar um soldado super o suficiente para erguer um jipe militar. Seu escudo (no filme) é criado pelo pai de Tony, Howard Stark e é constituído unicamente de vibranium, nos quadrinhos foi criado pelo cientista doutor Myron McClain acidentalmente, e é constituído de 60% de adamantium e 40% de vibranium. Após os eventos da Essência do Medo em que seu escudo foi reforjado com o metal Uru (o mesmo do martelo de Thor) pelo próprio Eitri em sua forja, tornou-se o mais poderoso objeto do Universo Marvel. Único remanescente importante da Era de Ouro dos quadrinhos da extinta Timely Comics, o Capitão América figura como líder reconhecido por todos os super-heróis reunidos nos grandes eventos do universo Marvel, como nas Guerras Secretas (1984) e na Guerra Infinita (1992).

2- Homem de Ferro

Um dos maiores gênios do universo Marvel, Tony Stark a princípio fez uso da fortuna de sua família em benefício próprio, até descobrir sua vocação heroica após um profundo choque de realidade. O sarcasmo e o estratosférico egocentrismo adquirido ao longo dos anos fazem parte de sua personalidade, atrapalhando muitas vezes seu discernimento de certo e errado mas nunca ofuscado seu brilho de herói. O mais fraco será protegido a qualquer preço. A primeira armadura, Mark I, construída no interior de uma caverna, já estava dezenas de anos além do conceito tecnológico conhecido, e foi evoluindo ainda mais com o passar dos anos. A versão utilizada no longa-metragem é a Mark 38 o modelo mais avançado mostrando nos filmes até o momento. Entre as dezenas de modelos apresentados todas possuem basicamente as mesmas características: A armadura do Homem de Ferro atribui a seu usuário, além de inúmeros recursos, a superforça. Nos anos 1980 algo em torno de 91 toneladas, colocando o personagem na escola dos superfortes do universo Marvel. Nos quadrinhos, a defesa pessoal de Tony Stark, foi ensinada diretamente pelo Capitão América, mas nada que possa qualificá-lo como perito. Além do conhecido poder de voo, podemos incluir ainda uma variedade de raios, lasers, mísseis por trás de uma blindagem constituída de uma liga de titânio e ouro, e um sistema de amortecimento interno capaz de proteger seu corpo de impactos de alta intensidade. Além do ultrassofisticado computador de bordo "sexta-feira" que pode entre centenas de outras coisas, determinar a melhor forma de enfrentar e derrotar um oponente.

Muitas pessoas na Internet comentaram que o Homem de Ferro estava em desvantagem ao enfrentar dois oponentes ao mesmo tempo, e que aquilo era uma covardia etc., porém a situação pode ser colocada de maneira equivalente a: duas crianças de dez anos enfrentando um campeão de fisiculturismo. A vantagem portanto nunca esteve na quantidade numérica e sim na capacidade e experiência de reverter uma desvantagem gritante à seu favor, usando para isso tudo e qualquer coisa ao seu redor. Coisa que o Capitão América já fazia muito antes de Tony Stark nascer.

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